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Bolivianos ficam divididos sobre estrutura de feira no centro de SP

Bolivianos ficam divididos sobre estrutura de feira no centro de SP


DA REDAÇÃO

Bolivianos que trabalham na tradicional feira da rua Coimbra, na região do Brás, centro de São Paulo, apresentaram opiniões diferentes sobre a estrutura do local. Durante a reunião desta terça-feira (30/5) da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Migração, alguns feirantes elogiaram e outros criticaram a Assmppbol (Associação de Empreendedores Bolivianos da Rua Coimbra).

 

foto: Luiz França/CMSP

A feirante Neidy Dourado revelou que os integrantes da Assmppbol foram escolhidos sem que houvesse a concordância de todos e que ela teria sofrido agressão por questionar a taxa semanal cobrada pela associação. “Fui agredida pelos seguranças porque disse que não iria mais pagar os R$ 25 sem saber como o dinheiro está sendo usado”, detalhou.

A convidada ainda relatou que algumas pessoas têm mais de um local para trabalhar. “Alguns têm muitos pontos por relações políticas e não tem nenhuma fiscalização”, disse Neidy.

O ex-presidente da Assmppbol Luís Vasquez Mamani criticou a feirante e classificou os argumentos dela de “mentirosos”. “É tudo mentira o que ela [Neidy] contou. A associação foi feita com a participação de todos e os R$ 20 que cobramos por semana servem para limpar a rua e colocar segurança”, rebateu.

As divergências entre os feirantes motivou o vice-presidente da CPI, vereador Fernando Holiday (DEM), a apresentar um requerimento para a realização de uma diligência na feira. “Estamos recebendo muitas denúncias de agressões e irregularidades na feirinha e devemos fazer a diligência para ouvir mais pessoas. Isso vai permitir que o nosso relatório fique completo”, sugeriu.

O presidente da CPI, vereador Eduardo Suplicy (PT), acha fundamental essa visita. “Tudo o que houve de denúncia pode ser objeto de investigação da nossa comissão. O que puder fazer para harmonizar essa disputa entre os bolivianos, me disponho a fazer porque todos têm o direito de ser tratados com respeito”, disse.

 

Requerimentos

A CPI da Migração aprovou ainda requerimentos para que o secretário da Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará, e o prefeito regional da Mooca, Paulo Sérgio Criscuolo, venham prestar esclarecimentos aos vereadores sobre suas ações para os imigrantes.

 

 

fonte: camara.sp.gov.br