Planeta América Latina - Eventos, Promoções e Novidades!

Confira os eventos, promoções e novidades em sua cidade. Aqui, no Planeta América Latina!

Consulado do Equador adere à bancarização em SP

Consulado do Equador adere à bancarização em SP

“Parece um passo pequeno, mas é muito grande”, diz Luiz Vargas Anda, cônsul do Equador, sobre a adesão do país à bancarização em SP

 

Luiz Vargas Anda, cônsul do Equador, assina documento de adesão do país à bancarização em SP

 

“Estou muito contente, porque finalmente estão nos abrindo as portas. Poder ter o nosso futuro, guardar nosso dinheiro, que seja uma pequena quantidade. Somos batalhadores e trabalhadores, isso não é uma vitória é uma luta.”

As palavras da cozinheira Carmen Suqui, 34 anos, representam a voz de milhares de conterrâneos equatorianos que agora fazem parte do Acordo de Bancarização, em que imigrantes podem abrir contas em banco.

A parceria de cooperação entre a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura de São Paulo começou a valer em outubro, com a adesão dos bolivianos. A iniciativa pretende atingir, especificamente, os latino-americanos. Povos que, nos últimos anos, têm escolhido o Brasil como destino. O Equador assinou sua adesão nesta terça feira (14 de outubro).

O cônsul geral do Equador em São Paulo, Luiz Wladimir Vargas Anda, conta que o país foi um dos últimos a integrar o Mercosul, sendo este um requisito para que a população equatoriana residente na cidade tivesse acesso ao benefício. 

“E isto [a bancarização] não está acontecendo em todo o Brasil, acontece apenas em São Paulo, uma cidade que compreendeu a necessidade dos imigrantes. Parece um passo pequeno, mas é muito grande”, afirma.

Mesmo sendo uma comunidade de imigrantes menor, os equatorianos têm participação ativa na vida cultural da cidade. Não raro, é possível ver vários deles tocarem em pontos no centro da capital.

“De todos os equatorianos que estão aqui, 60%, são de origem indígena e trabalham como artesãos, músicos. É uma cultura que preserva as suas raízes, e eles trazem essa cultura consigo. Sou fã número um da cultura indígena”, explica.

Quem também esteve presente na cerimônia de adesão foi o Coordenador de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Paulo Illes.

“A comunidade não é tão grande como a boliviana, mas para a prefeitura de São Paulo não importa o tamanho da comunidade, importa o tamanho dos direitos que cada ser humano tem na cidade de São Paulo”, contou.

A iniciativa é pioneira no país, sendo a única que permite abertura de contas fora das agências bancárias.

Nos últimos tempos, tem sido noticiado com frequência casos de violência contra imigrantes, que, impossibilitados, acabam por guardar dinheiro em casa.

No caso com desfecho trágico, em 2013, o garoto Bryan Capcha, de cinco anos, foi assassinado com um tiro na cabeça no colo da mãe durante um assalto na zona leste.

"Mais que conta bancária é acesso à cidadania”, conclui Illes.

Antonio Marsura (gerente regional da Caixa Econômica da Sé). Foi o representante da Caixa Econômica no ato de Adesão do Consulado do Equador ao Acordo de bancarização de imigrantes.

 

Carmen Suqui (34), imigrante equatoriana a 10 anos no Brasil

 

Luiz Vargas Anda, cônsul do Equador em São Paulo

 

Paulo Illes, Coordenador de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania

 

*O acordo com a Caixa Econômica Federal prevê, além da abertura de conta-corrente e poupança, o acesso a serviços como o microcrédito e o envio de recursos para o exterior em condições facilitadas. Para abrir a conta, os imigrantes precisarão apresentar o protocolo de pedido de encaminhamento do Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); uma cópia do Sistema Nacional de Cadastramento de Registros de Estrangeiros (SINCRE), emitido pela Polícia Federal; o documento que originou o SINCRE (passaporte ou documento de identidade do país de origem); e o CPF, que pode ser obtido, em cerca de uma semana, com o protocolo da Polícia Federal e passaporte ou documento de identidade.

**Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

 


 

por: Angelina Miranda