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Depois de 10 anos em atividade, feira de bolivianos da Rua Coimbra é regularizada pela Prefeitura

Depois de 10 anos em atividade, feira de bolivianos da Rua Coimbra é regularizada pela Prefeitura

“Este processo foi cansativo e longo, começou há dois anos. Sem o esforço de todos não seria possível, isto é fruto da vontade política. Graças a Deus chegamos ao dia de hoje”, diz Luiz Vasques, presidente da Associação de Empreendedores Bolivianos da Rua Coimbra (ASSEMPBOL).

O que o boliviano comemora é a portaria que saiu na manhã desta terça-feira, 19, que regulariza o funcionamento da feira de bolivianos que acontece na Rua Coimbra, no bairro do Brás. O documento foi assinado pelo secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Rogerio Sottili, e o subprefeito da Móoca, Evando Reis.

Em atividade há 10 anos, a feira, que se tornou um expoente da cultura imigrante, além de reconhecida oficialmente, vai ganhar nova estruturação desenvolvida por equipe de arquitetos.

Em entrevista, Reis aponta a necessidade do trabalho coletivo e a importância do reconhecimento de eventos em espaços públicos.

“É um primeiro passo que foi construído com a Secretaria de Direitos Humanos, a comunidade boliviana, o consulado da Bolívia, todos participaram. É o reconhecimento oficial desse espaço cultural e gastronômico, nós queremos que ele seja um dos pontos de visitação da cidade”, explica o subprefeito.

Sottili foi o segundo a assinar o documento e ressalta que é obrigação do poder público devolver ações para a que população cresça junto com a cidade.

“Todos ganham com a regularização, ela vai promover condições de trabalho, o desenvolvimento dos comerciantes da região e de outros países. Acima de tudo, todos ganham com a cidadania, a cidade fica mais colorida, mais feliz e mais engajada. Este pontapé inicial é fundamental pra que a gente possa devolver políticas públicas para que o povo se desenvolva, isso é nossa obrigação”, afirma.

Ele citou ainda a recente inauguração do CRAI (Centro de Referência ao Imigrante). O espaço é um centro de referência que oferece atendimento psicossocial, acompanhamento jurídico, acolhida e aulas de português. Com profissionais imigrantes, o local atende em seis idiomas, português, árabe, criolo, espanhol, francês e inglês.

 

Secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Rogerio Sottili

 

Se a arquitetura é pensada a partir do homem e do seu espaço, com a Rua Coimbra não poderia ser diferente.

André Vilas Boas é arquiteto, formado pela USP, e integra essa reformulação. Durante a apresentação do projeto, muitos bolivianos presentes se alegraram quando ouviram sobre as chiwiñas, guarda sóis coloridas tradicionais no comercio de rua da Bolívia.

“Buscar a identidade cultural boliviana é o principal, não adianta nada fazer um projeto de requalificação urbana como a gente sempre faz. Temos que revelar essa identidade e trazê-la para o desenho urbano de São Paulo. É isso que vai enriquecer a cidade”, conta.

Ele já esteve envolvido em projetos de grande porte, como estações de metrô e aeroportos, mas agora quer “voltar pra rua”.

“Assim como a Rua Coimbra, há outras importantes para os brasileiros e as comunidades imigrantes. São Paulo carece de melhores espaços públicos”, conclui Vilas Boas.

Também esteve presente na cerimônia a vice-consulesa da Bolívia, Vânia Claros, e o Coordenador de Políticas para Migrantes da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Paulo Illes.

 

por :Angelina Miranda