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“É preciso compreender as necessidades do imigrante”, diz Dom Odilo Scherer

“É preciso compreender as necessidades do imigrante”, diz Dom Odilo Scherer

Com missa realizada na Catedral da Sé, foi encerrada a 29º Semana do Migrante, que teve como tema: “Migrar é Direito: Tráfico Humano é Crime!”. A celebração reuniu imigrantes de várias nacionalidades, bolivianos, peruanos, mexicanos e colombianos. Além de brasileiros e turistas, devido à Copa do Mundo.

O cardeal Dom Odilo Scherer reafirmou a posição da Igreja Católica de estar mais atenta às questões do imigrante, principalmente pelas posições tomadas pelo novo líder da instituição.   

“O Papa Francisco tem chamado a atenção de todos para acolher bem os imigrantes. Para que sejam discutidos os problemas de tráfico humano e de exploração, é preciso que haja compreensão nessas situações de necessidade pelas quais passam os imigrantes”, disse.  

Durante a celebração treze operários mortos em acidentes nas obras da Copa foram homenageados. No altar, junto com as bandeiras dos países, estavam as fotos dos trabalhadores, muitos deles migrantes, que deixaram sua cidade natal em busca de novas oportunidades.

Para o coordenador da Pastoral do Migrante, padre Alejandro Cifuentes, a Igreja, assim como os órgãos públicos, tem responsabilidades e precisam debater temas como trabalho escravo e tráfico de pessoas.

“Temos que perceber que a Igreja além de dar assistência espiritual, precisa, sobretudo, atender ao evangelho, no sentido de proteger e acolher os necessitados. Sabemos que o imigrante muitas vezes está em uma situação de fragilidade e vulnerabilidade”, explicou.

Há muitos motivos pelos quais as pessoas deixam seus países, mas entre os principais, estão os conflitos políticos, de ordem religiosa, crises econômicas ou mesmo para vislumbrar melhores condições de vida.

A Pastoral do Migrante presta auxílio a essas pessoas, que muitas vezes chegam ao seu destino endividados, sem perspectivas de trabalho, moradia e até mesmo alimentação.

“Na Igreja vamos encontrar uma casa onde ninguém será estrangeiro, pois somos da mesma família, somos irmãos. Falamos línguas diferentes, mas no fundo falamos a mesma língua que é a da fé e a do amor”, afirmou.

Com apresentação de vestimentas folclóricas andinas, o grupo folclórico Kantuta Bolívia fechou a Semana do Migrante que aconteceu de 14 a 22 de junho.

 

 

Por: Angelina Miranda