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Mais de 70.000 fotos ilustram a história e memória cultural da migração latino-americana no Brasil

Mais de 70.000 fotos ilustram a história e memória cultural da migração latino-americana no Brasil

O maior acervo fotográfico digital produzido a partir de 2010 por coletivos migratórios latino-americanos no Brasil, encontra-se disponível gratuitamente na versão on-line.

A migração latino-americana no Brasil começa nos anos 60 e 70, principalmente por jovens estudantes que fugiam da nefasta ditadura dos países de Chile, Bolívia, Paraguai e Argentina. A partir do ano 2000 a migração na região foi incentivada principalmente pelo crescimento e fortalecimento econômico brasileiro na economia mundial, e também pelas poucas opções de trabalho nos países vizinhos, chegam principalmente imigrantes da Bolívia, Paraguai, Peru, Equador e  Colômbia. Em 2015 os imigrantes bolivianos tem conseguido ser a principal comunidade migratória do Brasil, perdendo só para os portugueses.

 

"Um povo sem memória é um povo sem história!"

Tendo em consideração que um povo sem memória é um povo sem história, o Bolívia Cultural viu a necessidade de construí um banco de imagens que perpetue a riqueza cultural dos povos latino-americanos no Brasil.

Os portais de noticias, Planeta América Latina & Bolívia Cultural, criados entre os anos de (2008 e 2010) com objetivo de aproximar e fortalecer a cultura latino-americana no continente, tem conseguido um acervo devidamente organizado por data e temática, social, cultural, esportiva, e religiosa. O acervo conta com mais de 70.000 fotos que ilustram as principais expressões culturais e sociais das comunidades imigrantes latino-americanas no Brasil.

Álbuns de fotografias retratam o fervor latino-americano em terras tupiniquins, bolivianos, peruanos, paraguaios, mexicanos, equatorianos, chilenos, uruguaios, argentinos, colombianos, e haitianos, são ponto central da fervura cultural com sotaque hispânico. As expressões culturais e sociais brasileiras também são registradas pelas lentes dos imigrantes latinos, formando um enorme caldearão multi-cultural no Brasil dos Mil Povos!

 

O acervo encontra-se disponível gratuitamente na sua plataforma virtual

O sistema escolhido para disponibilizar o banco de imagens é o (flickr.com), serviço de armazenamento de fotos em nuvem disponível na Internet, podendo ser visualizados de qualquer dispositivo. O internauta tem a disposição filtros de busca e opções de download flexíveis, facilitando a procura da imagem desejada. Pesquiçadores do planeta todo poderão acessar gratuitamente ao banco de imagens da cultura latino-americana no Brasil.

www.flickr.com/photos/boliviacultural/albums

 

Personalidades e autoridades festejam as 70.000 imagens produzidas pelos próprios imigrantes.

 

Eduardo Suplicy, Secretário de Direitos Humanos de São Paulo, qualificou de formidável o acervo digital adquirido em (6) anos de registro pelas lentes dos fotógrafos latino-americanos no Brasil. Suplicy parabenizou os imigrantes bolivianos "...uma lembrança formidável, 70 mil fotos imagino deve tornar felizes todos os bolivianos da comunidade de 300 mil bolivianos muitos estarão lá fotografados, acho formidável. Meus parabéns a toda comunidade da Bolívia ", concluiu.

(Na data da entrevista (29/03/16) Suplicy ainda ocupava o cargo de Secretário de Direitos Humanos de São Paulo)

 

Nabil Bonduki, Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, confirmou a extrema importância do registro histórico de uma população, "Um povo sem identidade não tem futuro, então e fundamental que aja esse registro da memória dos imigrantes, e acho que isso pode virar uma exposição, e importantíssimo e precisa ser mostrado", finalizou Nabil.

(A exposição já esta sendo gestionada com parcerios do Planeta América Latina e Bolívia Cultural).

(Na data da entrevista (29/03/16) Nabil Bonduki ainda ocupava o cargo de Secretário Municipal de Cultura de São Paulo)

 

Padre Paolo Parise, do Centro de Estudos Migratórios (CEM) – da Missão Paz, acredita que o conseguido pelo Bolívia Cultural deva ser um incentivo por outras comunidades imigrantes, registrar a história de cada comunidade imigrante ser um bom modelo a ser replicado "guardar a história faz parte da vida, quem esquece a própria história no fundo não pode viver…"

"... o que fez Bolívia Cultural acho único em São Paulo talvez no Brasil, uma quantidade tão grande de registros é o sinal da vitalidade da riqueza de uma comunidade, e do outro lado a capacidade de perceber a importância de registrar, guardar, classificar tudo isso, acho um trabalho fantástico…" finalizou o italiano Parise.