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Maternidades, Infâncias & Transformação Social

Maternidades, Infâncias & Transformação Social

Roda de Mães e Política


(Evento no Butantã, SP. Rua Professor Vicente Peixoto, 50. Inscreva-se no próprio evento do Facebook. Sujeito a lotação).

Este será o primeiro encontro de um ciclo 2018 adentro para debater maternidade e política, com o protagonismo das mulheres mães.

O ciclo de encontros terá o objetivo de discutir que políticas públicas eficientes, que favorecem de verdade a maternidade e a infância como prioridade, pautam uma sociedade de cuidado e não dominação, subvertendo a lógica do patriarcado racista capitalista. As maternidades e infâncias como ponto de partida para ações afirmativas de transformação social, rumo à igualdade de gênero, classe e raça.


QUEM SOMOS

Somos um coletivo desinstitucionalizado de mães. Que agrupa vários movimentos aqui em São Paulo. Especialmente dentro dos direitos reprodutivos, erradicação da violência obstétrica, amamentação, educação pública, ocupação dos espaços públicos para a infância e adolescência (bibliotecas, centros culturais, parques e praças), diversidade cultural e combate ao racismo e xenofobia nas mulheres e na infância.


O QUE PROPOMOS

Mães e crianças, em suas mais variadas necessidades e características, estão sub-representadas na política. O resultado são ações que não passam por discussão da perspectiva das mulheres mães, o que dirá das crianças. São ações feitas para atender um sistema articulado para oprimir mulheres e aprofundar desigualdades sociais desde a infância.

Os discursos são absurdamente longe das práticas, e aqui no chão das escolas, dos hospitais públicos, dos transportes coletivos, praças, parques e centros culturais, não tem chegado nada que verdadeiramente divida com as mães trabalhadoras o dever constitucional de cuidar das crianças como prioridade, dentro da miríade de necessidades das variadas infâncias e maternidades de um país de proporções monumentais como o Brasil. Uma relevante parte das mulheres mães está completamente impedida de exercer qualquer ação de cidadania. Seja por cargas excessivas de trabalho, baixos salários, culpabilização social extrema, ou inclusive falta de acesso, como é o caso das mães imigrantes, que não tem sequer direito à voto.

Enquanto isso, a política tradicional e machista estimula a cooptação das pautas das maternidades e infâncias, gerando conteúdos falaciosos, sem debate com as mães e ineficientes para proteger as crianças.

O ponto que converge as múltiplas necessidades das mulheres mães é que o corpo político, seja em um conselho de escola ou no gabinete da presidência, precisa enxergar as políticas para as mulheres e crianças como estratégias de redução das desigualdades. E com participação ativa e efetiva dos múltiplos movimentos sociais das maternidades e infâncias.

Todas as pesquisas científicas, transitando da saúde à economia, comprovam que os investimentos na primeiríssima infância, contemplando gestação e parto, (amamentação, saneamento e urbanização, educação de qualidade, atendimento humanizado em saúde, acesso à natureza, direito à família e tantas outras estratégias de proteção da infância) são recomendados para a promoção do capital político de um país. E no entanto, mulheres e crianças tem sido solenemente ignoradas na produção e participação política na nossa atualidade.

Em ano de eleição estamos fazendo um esforço de conscientização da grande massa de mulheres mães trabalhadoras sobre a importância da MÃE como figura imprescindível, produtora de conhecimento acerca da sociedade e sustentáculo da vida, legitimar o seu direito de se expressar (e ocupar espaços importantes) na vida política do país. Nossa estratégia é sensibilizar os grupos de mães e mães formadoras de opinião em diversos fronts onde já atuamos.

Reconhecemos, como coletivo descentralizado, plural e diverso, a necessidade urgente de transgredir os paradigmas da política misógina e aproveitar a chance, em um ano eleitoral tão delicado, de semear mudanças significativas. Que no nosso entendimento só poderão vir de quem tem valores do matriarcado como norteadores de ação, colaboração, cuidado, generatividade, igualdade e sustentabilidade.


CONVIDADAS DA MESA

Anne Rammi: pre-cocandidata a Deputada Estadual em SP pela Bancada Ativista. Mãe, ativista da infância e maternidade e autora do Blog Mamatraca.

Clelia Rosa: mãe, escritora, educadora, pesquisadora e ativista pela erradicação do racismo na infância.

Jobana Moya: mãe, imigrante e ativista pela não-violência e pelos direitos das mulheres imigrantes, co-fundadora da Equipe de Base Warmis - Convergência das Culturas.

Manuela D’Avila: mãe, Deputada Estadual e pré-candidata à presidência do Brasil.




SERVIÇO:

QUANDO: Sábado 14 de julho, de 10h às 13h
ONDE: EMEF Desembargador Amorim Lima
R. Prof. Vicente Peixoto, 50 - Vila Gomes, São Paulo - SP, 05587-160
Organizado por Novos Diálogos da Escola Pública

fonte: facebook.com/events