Grupo América 4 celebra 38 anos de fusão andina e congo capixaba

Banda formada por músicos da Bolívia, Argentina, Chile e Brasil mantém essência latino-americana e cria estilo próprio chamado Tropicongo Andino

São Paulo, 18/05/26 às 19:10h

A entrevista concedida pelo Grupo América 4 à TV Educativa do Espírito Santo (TVE ES), publicada em maio de 2026, reacendeu os holofotes sobre uma das mais longevas e autênticas experiências de fusão musical latino-americana em solo brasileiro.

Há 38 anos, mais precisamente em 1988, um boliviano, um peruano, um brasileiro e um chileno se reuniram no Espírito Santo com um mesmo propósito: tocar, cantar e levar a música latino-americana ao mundo. Assim nascia o Grupo América 4, que ao longo de quase quatro décadas consolidou uma trajetória marcada pela resistência cultural e pela inovação rítmica.

 

 

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A primeira formação contou com Tobi Gil, Alex Paz, Alfredo Rodrigues, Fernando Rueda e Renato Pablo. Anos depois, a segunda geração do grupo reuniu Tobi Gil, César Rebechi, Gracia Silva, Rogerio Pardal, Marcos Coelho e Edson Fernando. Atualmente, a banda é composta por Tobi Gil (Bolívia) nas flautas andinas, César Rebechi (Argentina) na guitarra, guitarra e vocais, Gracia Silva (Brasil) no teclado, Aguilar Alves (Brasil) no baixo, Renato Pablo (Chile) na percussão andina, Leonardo Menses (Brasil) nos tambores de congo e maracatu, e Marcos Coelho (Brasil) na bateria.

A experiência do boliviano Tobi Gil no Espírito Santo foi o ponto de partida para uma mistura inédita: a fusão do congo capixaba com as flautas andinas e a música latina, especialmente a tropical. Dessa combinação nasceu o estilo denominado Tropicongo Andino, uma assinatura sonora que, segundo os integrantes, não encontra similar em nenhuma outra banda no mundo.

Manter essa identidade, no entanto, não foi tarefa fácil. O grupo enfrentou desafios e obstáculos ao longo dos anos, mas sempre preservou a essência latino-americana em cada composição e apresentação. Para os músicos, o segredo da longevidade está no respeito mútuo e na amizade construída dentro e fora do palco.

O Grupo América 4 não pensa em parar. Entre os novos projetos, estão planos de viajar à Bolívia, além de retornar a São Paulo e a Minas Gerais para comemorar as 38 décadas de resistência musical.

 

Discografia e legado

A trajetória do grupo é marcada por uma extensa discografia, que inclui os LPs “Minas Latina” (1990), “Amo Espírito Santo” (1991), “5 Anos de Estrada” (1992), além dos CDs “Fusão Latina” (1996), “Tambores de Congo” (1998), “12 Anos de América 4” (1998), “Grupo América 4 – Música Latino-Americana” (2000), “25 Anos” (2013), o projeto coletânea “América Latina” (2015 e 2018) e o CD “A Nova Sonoridade”.

Ao longo de três décadas, o América 4 participou da abertura de shows de grandes nomes da MPB, como Zé Ramalho, Fagner, Zé Geraldo, Sá e Guarabira e Sérgio Reis. Em Minas Gerais, apresentou-se em diversos festivais e dividiu palco com Rubinho do Vale, Dercio Marques, Marku Ribas, Sérgio Moreira, Celso Adolfo, Saldanha Rolim, Tizumba e Marcos Ruas.

A entrevista foi realizada pela TV Educativa do Espírito Santo, emissora sediada em Vitória que opera no canal 2.1 e é afiliada à TV Cultura e à TV Brasil. Desde 2023, a emissora é gerida pela Fundação Carmélia, vinculada à Superintendência Estadual de Comunicação Social (SECOM).

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