Boliviana YPFB Quer Canalizar Gás Argentino para o Brasil a Partir de Outubro

YPFB se prepara para transportar 3 milhões de metros cúbicos de gás argentino por dia para o Brasil, enquanto países discutem novas rotas de abastecimento energético

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Boliviana YPFB Quer Canalizar Gás Argentino para o Brasil a Partir de Outubro

Publicado em 19/06/24 às 10:37h

A estatal boliviana de petróleo e gás, YPFB, anunciou que, a partir de outubro, poderá transportar 3 milhões de metros cúbicos de gás argentino para o Brasil por dia. Esse movimento ocorre enquanto Brasil, Argentina e Bolívia discutem maneiras de garantir o abastecimento de gás natural na região.

Atualmente, as empresas de energia do Brasil, maior economia da América Latina, e da Argentina estão avaliando a possibilidade de reverter o fluxo de gasodutos que conectam os três países. Isso permitiria que o gás argentino chegasse ao Brasil através da Bolívia, especialmente em um momento de escassez regional de gás.

A Argentina é dona da segunda maior reserva de gás de xisto do mundo, e o Brasil já expressou a necessidade de importar esses suprimentos. A Bolívia, que já foi um grande produtor de gás, tem visto suas exportações diminuírem e pode não ter gás disponível para exportação após 2029, de acordo com especialistas.

No entanto, a YPFB está trabalhando para aumentar ainda mais a capacidade de transporte de gás. Segundo representantes da empresa, projetos em andamento poderiam aumentar o volume de transporte em mais de 10 milhões de metros cúbicos por dia no médio prazo.

Armin Dorgathen, presidente-executivo da YPFB, afirmou que a localização estratégica da Bolívia e o sistema de gasodutos que conecta Argentina, Bolívia e Brasil fazem do país uma opção imediata, segura e eficiente para a integração energética regional.

Enquanto isso, o Paraguai está promovendo um projeto alternativo, um gasoduto de 1,5 bilhão de dólares que também ligaria o gás argentino ao Brasil. A concretização de qualquer um desses projetos representaria uma mudança significativa nos fluxos de energia na região.

Fonte - Reuters

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