Cresce o abandono de bebês na comunidade boliviana em SP

Aumentam casos de abandono de bebês no Brás em SP, que registrou sete ocorrências do tipo nas últimas sete semanas, preocupa ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente.

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O aumento dos casos de abandono de bebês no bairro do Brás mais especificamente em torno a Rua Coimbra, que registrou quase um caso por semana nos últimos dois meses (agosto/setembro), preocupa a advogada Patrícia Vega, que atende no Centro do Imigrante na Rua Costa Valente - Brás. Para ela, o crescimento de ocorrências de aborto e abandono tem a ver com o consumo de bebidas alcoólicas e falta de orientação das mães sobre as possibilidades de entrega legal da criança é uma triste coincidência com o surto de coronavírus.

O aumento dos casos de abandono de bebês no Brás em SP, que registrou sete ocorrências do tipo nas últimas sete semanas, preocupa ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente.

Para mudar essa situação, o Programa Entrega Legal, conduzido pela coordenadoria, procura ajudar essas mães a encontrar uma moradia para as crianças.  “A entrega legal concretiza o direito fundamental à vida, pois inibe o aborto, tráfico de crianças e adoções ilegais, inegavelmente uma realidade social” completa.

A advogada Patrícia afirma que vários fatores influenciam a decisão da mãe. “Principalmente o consumo de alcoólicas e a desestruturação familiar são o gatilho de estes penosos abandonos”, relata. Além disso, fatores de ordem psicológica, moral, financeiro e social podem interferir na relação da mãe com a criança.

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Caso 

Na segunda feira (21) de setembro de 2020 um casal jovem de bolivianos procurou a Dra. Patrícia para entregar uma criança de um ano de vida, já que os pais tinham bebido ao extremo de não conseguir cuidar da criança. Patrícia procurando familiares do bebê postou uma nota nas redes sociais procurando informações; prontamente apareceram os familiares que confirmaram que a jovem mãe tem dependência do álcool e tem uma péssima relação com o companheiro.

A Polícia Militar e o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente compareceram no Centro do Imigrante onde foi entregue a guarda da criança aos tios, já que a mãe não tem condições de cuidar do menor. 

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