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Fake News - promete telão na Praça Kantuta para final da Copa 2018

Fake News - promete telão na Praça Kantuta para final da Copa 2018

Diretoria da Feira Kantuta em nota oficial, nega a existência de telão e cadeiras para final da Copa do Mundo 2018.


“...este tipo de informação errada, mancha e afeta toda comunidade, comprometendo a credibilidade de todos os meios de comunicação dos imigrantes, sejam rádios, jornais, e páginas web informativas. Além de manchar o árduo trabalho que vem realizando a atual diretoria da Feira Kantuta...” afirmação realizada por Luiz Chirman, vice-presidente da Feira Kantuta.

Chirman, entrou em contato com o BC no domingo 01 de julho, para poder desmentir a notícia falsa.

“Fake News”

A nota negligente, veiculada no Jornal impresso “LATINOS” na edição nº 40 do mês de junho e julho de 2018, promete telão, cadeiras, e mesas para 500 pessoas, além de assegurar que o responsável pelo aluguel de toda infraestrutura ser o Sr. René Quisbert, presidente da feira boliviana (sendo que o atual presidente da Feira Kantuta é o Sr. Marcelino Laura).

A informação motivou internautas e leitores procurar reservas de mesas para a final da Copa do Mundo 2018 na Pça. Kantuta. Radialistas e meios de comunicação da coletividade foram acionados para saber mais sobre o evento publicada no Jornal.

O Bolívia Cultural também recebeu telefonemas pedindo “...contato da organização..., desde que horas poderiam chegar as famílias para reservar suas mesas?..., quanto custa a mesa?..., devemos consumir comida para usar as mesas? ...., se chover existe cobertura sobre as mesas?..., por que não trazem outro telão para meu bairro?..., por que Bolívia Cultural não informa sobre o evento na sua página web?...” foram algumas das questões que recebeu noss redação nos últimos dias.





Publicação do Jornal LATINOS, edição número 40 - junho/Julho 2018.


Que fazer para combater as “Fake News”

O problema deve ser combatido com um senso crítico por ambas partes, pelos autores das matérias e pelo público leitor. Ambos devem ser muito mais críticos, e procurar sempre fontes confiáveis. Este tipo de desinformação que promovem as “Fake News” desmerecem o trabalho das mídias dos imigrantes, coletivos e instituições de comunicação deveriam em primeira instância corrigir o acontecido, espalhando a verdade sobre o assunto, e na sequência emitir uma nota oficial alertando ao público imigrante ser muito mais crítico na hora de consumir informação. Foi o comentário de Rodrigo Borgues, jornalista criador da página web "MigraMundo", quando procurado pelo BC.


Resposta do Jornal LATINOS

O boliviano Francisco Roca Matias, diretor do jornal impresso “LATINOS”, aceitou que aconteceu um erro na publicação da matéria. “nosso funcionário encaminhou um post publicado no facebook e foi publicado em nosso jornal”, Roca afirma também ser o responsável editorial do jornal, “eu aprovei a matéria sem ter lido o conteúdo da mesma”.

Roca pediu desculpas pelo transtorno, e finalizou mencionando que a nota foi para contribuir positivamente à feira. Comprometeu-se também a esclarecer o acontecido na próxima edição do jornal, mediante errata extensa.


Projeto de Lei prevê detenção de até 3 anos em caso de publicação de fake news

O Projeto de Lei do Senado 473/2017 prevê até três anos para quem divulgar notícias falsas, sabendo que se tratam de informações inverídicas, sobre assuntos de relevância para o interesse público, como saúde, segurança pública, economia e política.

De autoria do senador Ciro Nogueira, do Partido Progressista do Piauí, o PL altera o Código Penal para tipificar o crime de divulgação de notícia falsa e está aguardando a designação de relator junto à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Segundo o que propõe o documento, penas de seis meses a dois anos de detenção serão possíveis a quem divulgar as fake news. Se a divulgação for feita em meio virtual, a pena passa a ser de reclusão de um a três anos. Se a divulgação da notícia falsa visar obtenção de vantagem, para quem publica ou para outrem, há possibilidades de aumento da pena em até dois terços. Todas as punições podem ser acompanhadas, também, de multas.

Quando a divulgação de notícias falsas atinge um alvo específico, há previsão no Código Penal para que se imputem penas relacionadas aos crimes já existentes, como calúnia, difamação ou infâmia. O objetivo do Projeto de Lei é coibir a prática de divulgação de informações inverídicas quando essa ação atinge o que Ciro Nogueira chamou de "o direito difuso de a população receber notícias verdadeiras e não corrompidas”. O exemplo perfeito para ilustrar o que pode se tornar delito foi a veiculação de desinformação durante as eleições para presidência estadunidense que elegeu Donald Trump pela Internet Researcha Agency, ligada à Rússia.

Como todos os PLs, é possível opinar sobre a proposta através do site do Senado, bem como junto à página do Senado no Facebook. No momento em que essa notícia é redigida, 216 votos a favor foram contablizados, enquanto constavam 1.010 votos contrários à proposta.


Fonte: Senado
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