Venezuelanos de abrigo em RR recebem recado de Soteldo, e uniformes do Santos e ONU

Abrigo Rondon 1, em Boa Vista-RR, tem cerca de 500 venezuelanos e tem uma escolinha de futebol. O Santos enviou um recado do meia Soteldo aos imigrantes, além de camisas do time, shorts e bolas

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Venezuelanos de abrigo em RR recebem recado de Soteldo, e uniformes do Santos e ONU

Por *Redação do ge — Boa Vista
25/12/2020 16h27 

Desde 2016, Roraima passou a receber um fluxo migratório de venezuelanos que fugiam da crise humanitária enfrentada pelo país vizinho. Na capital Boa Vista, abrigos foram instalados para acolhimento aos imigrantes e, em um desses, há uma escolinha de futebol. O Santos, em parceria com a Agência da ONU para refugiados, fez um Natal mais feliz para crianças do Rondon 1, que integra o maior complexo de abrigamento de refugiados e migrantes da América Latina, com a entrega de uniformes do clube e materiais esportivos.

Abrigo Rondon 1 tem cerca de 500 venezuelanos — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Abrigo Rondon 1 tem cerca de 500 venezuelanos — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


A estrutura está localizada aqui em Boa Vista, no estado de Roraima. O Rondon 1 tem capacidade para 800 pessoas, mas hoje moram cerca de 500 venezuelanos, sendo que metade destes são crianças e adolescentes, como o jovem Eduardo, de 17 anos.

Eduardo, 17 anos, estudante que mora no abrigo Rondon 1, em Boa Vista — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Eduardo, 17 anos, estudante que mora no abrigo Rondon 1, em Boa Vista — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


O Eduardo chegou no Brasil, com a família, em 2018, e começou a morar no abrigo há poucos meses e já está se habituando ao novo lar.
- Moro aqui no Rondon 1 com meu irmão, meu cunhado, meu sobrinho e minha mãe. Eu fiz amigos, conheci eles aqui, é tudo legal - disse o jovem.

Crianças jogam futebol em abrigo para imigrantes, em Roraima — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Crianças jogam futebol em abrigo para imigrantes, em Roraima — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


O futebol não é tão popular na Venezuela, mas foi justamente o esporte que é a paixão dos brasileiros, que uniu muitos dos moradores do abrigo Rondon 1.

Manuel Candenas, treinador da escolinha de futebol do abrigo Rondon 1, em Roraima — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Manuel Candenas, treinador da escolinha de futebol do abrigo Rondon 1, em Roraima — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


Por lá, há três meses foi instalada uma escolinha de futebol com quase 50 alunos venezuelanos. O treinador é venezuelano e também reside no local, o Manuel Candenas.

- Começamos com 45 crianças, na categoria entre seis a nove anos de idade. Depois tivemos a turma de 10 a 12 anos, e uma de 14 a 17. Hoje são 48 alunos que nós temos, isso porque começamos há três meses - comentou o treinador.

Santos enviou 50 uniformes para as crianças venezuelanas do abrigo Rondon 1 — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Santos enviou 50 uniformes para as crianças venezuelanas do abrigo Rondon 1 — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


Antes da entrega dos uniformes do Santos em parceria com a ONU, um recado do meia Soteldo foi exibido para os venezuelanos que moram no abrigo. Nem todos reconheceram o jogador, mas Eduardo, citado no início da reportagem, o conheceu.

Recado de Soteldo foi exibido em um televisor no abrigo para venezuelanos — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Recado de Soteldo foi exibido em um televisor no abrigo para venezuelanos — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


No vídeo, Soteldo deixa um recado de Natal e fala sobre a realidade enfrentada pelas crianças, já que acompanha as notícias do país natal.
- Sempre acompanho as notícias e alguns familiares ainda estão na Venezuela. Continuem lutando pelos sonhos e não desistam - disse Soteldo.

Abrigo em Roraima tem uma escolinha de futebol para imigrantes venezuelanos — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima
Abrigo em Roraima tem uma escolinha de futebol para imigrantes venezuelanos — Foto: Reprodução/Raimesson Martins/Rede Amazônica Roraima


A parceria entre o Santos e a Agência da ONU para Refugiados não é de agora. No início do ano, as duas instituições assinaram um termo de cooperação para inclusão de pessoas refugiadas em iniciativas do esporte. O acordo prevê o apoio do ACNUR para capacitar profissionais e indicar imigrantes para atividades de inclusão social.


*Com informações de Carlos Barroco,
da Rede Amazônica Roraima
fonte: globoesporte.globo.com

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